6.8.13

suas mãos querem me soltar e eu posso sentir seus olhos mudando a direção dos seus passos.
você não sabe se vai, se fica, se finge, mas já não está e essa ausência é tudo. ter você é ser sozinha como nunca.
você não sabe se se explica, se deixa morrer, se algum dia isso já esteve vivo. se gosta de mim com todas as forças ou se não gosta nem o suficiente para se importar.
e eu aqui, ainda atordoada pelo despertar barulhento, tentando entender por que é que você me acordou se não pretendia ficar e me ajudar a atravessar o dia.
você não sabe se é uma fase, se é a rotina, se foi só o momento. você não sabe se me expulsa de uma vez ou se me deixa partir aos poucos com a culpa de não ter dado certo.
você não sabe de nada e é por isso que eu não te reconheço naquele cara cheio de certezas que me pediu para dividir todo o resto dos meus dias no primeiro olhar.

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